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Segurança da informação e observabilidade: como usar dados para proteger sua operação em tempo real

Escrito por EPI-USE | 17 de set. de 2026 20:44:40

Segurança da informação | Nos últimos anos, os ataques cibernéticos deixaram de ser uma ameaça distante para se tornarem rotina. Ransomware, vazamento de dados e acessos não autorizados estão entre os incidentes mais comuns reportados à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em 2025. O desafio é claro: como proteger operações críticas em um cenário em que a cada minuto surgem novos riscos?

A resposta passa por unir segurança da informação e observabilidade. Mais do que monitorar sistemas, é preciso enxergar além do óbvio, detectar padrões anômalos e reagir em tempo real para evitar que pequenas falhas se transformem em grandes crises.

Entenda mais sobre o assunto.


O que muda com a observabilidade

Enquanto o monitoramento tradicional gera alertas pré-configurados, a observabilidade amplia a visão: coleta e correlaciona métricas, logs e rastreamentos de ponta a ponta. Isso permite identificar comportamentos fora do padrão, como um pico de acessos incomuns, erros de autenticação em sequência ou aumento súbito de tráfego de rede.

O ganho está em conectar sinais dispersos e oferecer às equipes de TI e segurança uma leitura em tempo real do que realmente está acontecendo. Na prática, significa ganhar minutos preciosos na detecção de ataques, tempo que pode evitar paralisações ou perdas financeiras.


Dados que comprovam a urgência

  • Em 2025, já foram registrados 77 incidentes de segurança no Brasil reportados à ANPD, sendo a maioria no setor privado. Os principais incluem roubo de credenciais, ransomware e vazamentos de dados.

  • Relatórios de mercado apontam que o custo médio por minuto de indisponibilidade chega a milhares de dólares, dependendo do setor. Em indústrias críticas, uma parada de poucas horas pode resultar em prejuízos milionários.

  • Segundo a IBM, o tempo médio de identificação e contenção de uma violação de dados é de 277 dias quando não há práticas modernas de detecção. Com observabilidade e resposta estruturada, esse prazo cai drasticamente.

Esses números deixam claro que não basta investir apenas em barreiras de defesa, é preciso ter visibilidade constante sobre o ambiente digital.


Como unir segurança da informação e observabilidade na prática

  • Mapeie o comportamento normal: estabeleça a linha de base de desempenho e acessos para detectar desvios rapidamente.

  • Centralize dados críticos: métricas de performance, logs de autenticação e rastreamentos de aplicações precisam conversar entre si.

  • Automatize alertas e respostas: quanto mais rápido for o bloqueio de um acesso suspeito, menor o risco de impacto.

  • Integre equipes: segurança, operações e desenvolvimento devem compartilhar responsabilidades, a abordagem DevSecOps acelera reações.

  • Invista em cultura e processos: tecnologia sozinha não basta; é necessário treinar pessoas e revisar continuamente as estratégias.

Olhando para frente

O futuro da segurança da informação passa pela combinação de dados em tempo real, inteligência artificial e automação de respostas. Empresas que já adotam observabilidade não apenas previnem ataques, mas também garantem resiliência em suas operações, algo essencial para manter a confiança de clientes e parceiros em um ambiente digital cada vez mais hostil.

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