Artigo

Transparência salarial: a sua empresa está preparada para falar sobre isso?

Escrito por EPI-USE | 17 de set. de 2026 21:20:30

Transparência salarial: regulamentação em andamento

A discussão sobre transparência salarial está ganhando força globalmente e o Brasil não está de fora. Regulamentações que exigem que empresas divulguem informações sobre remuneração, gaps salariais por gênero e critérios de progressão estão avançando. A pergunta para as empresas é: estão preparadas para operar com transparência salarial?

O que transparência salarial significa na prática

Transparência salarial não significa publicar o salário de cada colaborador. Significa tornar claros os critérios de remuneração (como os salários são definidos), as faixas salariais por cargo (qual o mínimo e máximo para cada posição), os gaps existentes (diferenças de remuneração entre gêneros, etnias, etc.) e os critérios de progressão (o que é preciso para evoluir na carreira e na remuneração).

A Lei de Igualdade Salarial (Lei 14.611/2023) já exige que empresas com mais de 100 empregados publiquem relatórios de transparência salarial, incluindo critérios de remuneração e ações para mitigar desigualdades.

Desafios para as empresas

O maior desafio não é publicar os dados. É ter dados confiáveis e consistentes para publicar. Muitas empresas descobrem, ao preparar os relatórios, que seus critérios de remuneração não são tão claros quanto imaginavam, que existem gaps salariais inexplicáveis entre profissionais com funções similares, e que a falta de padronização em cargos e faixas dificulta comparações justas.

Antes de conseguir ser transparente, a empresa precisa arrumar a casa: padronizar cargos, definir faixas salariais claras, identificar e corrigir gaps injustificáveis.

Tecnologia como habilitadora

Plataformas de gestão de remuneração como o SAP SuccessFactors Compensation permitem estruturar faixas salariais, comparar remunerações internas com benchmarks de mercado, identificar gaps automaticamente e gerar relatórios de transparência que atendem às exigências regulatórias.

A automação desses processos não apenas facilita o compliance, mas também melhora a percepção de justiça pelos colaboradores, que passam a entender como suas remunerações são definidas e o que precisam fazer para progredir.

Prepare-se antes que seja obrigatório

Empresas que se antecipam à regulamentação têm mais tempo para identificar e corrigir problemas, definir políticas claras e construir uma cultura de transparência. As que deixam para depois correm o risco de serem expostas por gaps que poderiam ter sido corrigidos de forma proativa.