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IA paralela no mundo corporativo: sua empresa está segura?

Escrito por EPI-USE | 1 de jan. de 1970 00:00:00

O que é IA paralela e por que preocupa

Enquanto as empresas discutem estratégias de adoção de inteligência artificial, uma realidade paralela se desenvolve nos bastidores: colaboradores estão usando ferramentas de IA por conta própria, sem conhecimento ou aprovação da TI. ChatGPT, Copilot, Gemini e dezenas de outras ferramentas são acessadas diariamente por profissionais que buscam produtividade, muitas vezes inserindo dados corporativos sensíveis em plataformas que a empresa sequer sabe que estão sendo usadas.

Esse fenômeno, conhecido como "Shadow AI" ou IA paralela, representa um risco significativo para a segurança da informação e a governança corporativa.

Os riscos concretos da Shadow AI

O primeiro risco é o mais óbvio: vazamento de dados. Quando um colaborador cola um relatório financeiro no ChatGPT para pedir um resumo, ou insere dados de clientes em uma ferramenta de IA para gerar análises, essas informações saem do perímetro de segurança da empresa. Dependendo da ferramenta e de seus termos de uso, esses dados podem ser usados para treinar modelos, armazenados em servidores sem as proteções adequadas ou até expostos a terceiros.

Além do vazamento, há riscos de compliance. Empresas que operam sob regulações como LGPD, SOX ou regulações setoriais específicas precisam garantir que dados pessoais e sensíveis sejam tratados dentro de parâmetros definidos. O uso não controlado de ferramentas de IA pode violar essas obrigações sem que a empresa sequer saiba.

Há também o risco de decisões baseadas em outputs imprecisos. Ferramentas de IA generativa podem produzir informações incorretas com aparência de confiabilidade. Sem validação adequada, essas informações podem ser usadas para embasar decisões de negócio.

Proibir não resolve, governar sim

A reação instintiva de muitas empresas é proibir o uso de ferramentas de IA. Essa abordagem raramente funciona. Assim como aconteceu com o BYOD (Bring Your Own Device) e com o uso de aplicativos de mensagem pessoal no trabalho, proibir não elimina o uso; apenas o torna invisível.

A abordagem mais eficaz é criar uma política de governança de IA que defina quais ferramentas são aprovadas, quais tipos de dados podem ser utilizados, quais processos de validação devem ser seguidos e como os riscos são monitorados.

Como proteger sua empresa

O caminho para lidar com a IA paralela envolve três frentes: conscientização (os colaboradores precisam entender os riscos), ferramentas aprovadas (oferecer alternativas seguras que atendam a necessidade de produtividade) e monitoramento (identificar o uso não autorizado de ferramentas de IA na rede corporativa).

Plataformas corporativas como o SAP Joule oferecem IA generativa dentro do ambiente controlado da empresa, com políticas de segurança e governança integradas. Oferecer ferramentas de IA seguras é mais eficaz do que tentar bloquear o acesso a todas as ferramentas externas.