Entenda como o uso de IAs não autorizadas por colaboradores pode comprometer segurança, compliance e eficiência, e como mitigar esses riscos de forma estratégica.
Publicado em 20/01/2026 11h12
4 minutos para leitura
No ambiente corporativo atual, a adoção de soluções de inteligência artificial (IA) cresce rapidamente, impulsionando eficiência, automação e inovação. No entanto, com esse crescimento, surge um desafio crítico: o uso de IAs não oficiais pelos colaboradores,também chamado de IA paralela ou shadow AI.
Sem governança e controle, essa prática pode comprometer seriamente a segurança, conformidade e desempenho operacional da sua empresa.
Continue a leitura e entenda.
IA paralela refere-se ao uso de ferramentas de inteligência artificial por colaboradores de forma autônoma e sem autorização da área de TI ou da governança corporativa. Isso inclui o uso de assistentes de IA de consumo ou soluções de terceiros, como chatbots públicos, geradores de texto, ferramentas de automação e extensões de navegador, para tarefas de trabalho, sem que essas ferramentas sejam oficialmente endossadas ou monitoradas pela empresa.
Essa prática normalmente começa por um desejo legítimo de aumentar produtividade ou obter respostas rápidas, mas rapidamente evolui para um problema de risco corporativo quando não é alinhada a políticas, controles e frameworks de segurança.
Quando colaboradores utilizam ferramentas de IA públicas ou não corporativas, eles podem inserir informações confidenciais, como dados de clientes, estratégias de mercado, código-fonte, projeções financeiras ou documentos internos, em sistemas fora do controle da empresa. Muitas dessas ferramentas coletam e retêm dados para treinar modelos, potencialmente expondo informações proprietárias ou estratégicas de forma permanente.
Ferramentas não oficiais não passam pela mesma avaliação de segurança rigorosa que soluções corporativas. Elas podem ter poucos controles de criptografia, ausência de políticas de retenção de dados e vulnerabilidades exploráveis por agentes maliciosos. Isso aumenta a superfície de ataque e pode resultar em vazamentos, malware ou exploração de credenciais.
Regulamentações de proteção de dados, como a LGPD no Brasil, GDPR na Europa e outras leis setoriais, exigem controle rígido sobre como os dados são processados e armazenados. Quando informações atravessam fronteiras sem supervisão ou registro, a empresa fica sujeita a multas elevadas, ações legais e auditorias adversas.
IAs não oficiais podem produzir resultados sem rigor analítico ou sem contexto específico da empresa. Isso significa que decisões importantes podem ser tomadas com base em respostas imprecisas, enviesadas ou não auditáveis, o que compromete a qualidade e a confiança dos resultados.
Sem um registro centralizado de uso, as interações com IA paralela não são rastreadas nem auditáveis, dificultando a identificação de erros, a validação de processos e a investigação de incidentes. Isso fragiliza a capacidade de responder a problemas operacionais ou de conformidade.
Controlar o uso da IA no ambiente corporativo não significa restringir inovação, mas sim orientá-la estrategicamente e com segurança. Confira algumas práticas para promover um uso seguro e governado de IA:
Uma política robusta de IA deve:
Essas diretrizes ajudam a alinhar expectativas e a reduzir o uso de soluções não aprovadas.
Estabeleça um comitê ou função responsável por governar a adoção, integração e monitoramento de IA. Isso inclui:
Esse modelo garante que a tecnologia esteja alinhada aos objetivos de negócio e às exigências regulatórias.
Ofereça aos colaboradores soluções de IA corporativas, como o SAP Business IA, que integram geração de conhecimento, automação e insights com controles robustos de privacidade, segurança e conformidade. Ferramentas oficiais reduzem a necessidade de os usuários recorrerem a alternativas não monitoradas.
Essas soluções permitem:
A educação contínua é crucial. Ensinar os colaboradores sobre:
A IA paralela pode parecer uma maneira eficiente de agilizar processos no curto prazo, mas pode expor sua empresa a riscos significativos em segurança, conformidade e integridade operacional. Sem visibilidade e governança, dados sigilosos podem ser expostos, decisões podem ser comprometidas e a organização pode enfrentar penalidades legais graves.
A resposta está na criação de políticas claras, governança estruturada, adoção de ferramentas corporativas seguras, como o SAP Business IA, e capacitação contínua dos colaboradores. Só assim sua empresa transforma a inteligência artificial em um ativo estratégico, não em uma ameaça invisível.
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