O que empresas precisam saber sobre IA após o Carnaval.
Publicado em 24/02/2026 12h51
4 minutos para leitura
No Brasil, muita gente brinca que o ano só começa depois do Carnaval. E, se isso for verdade, talvez este seja o melhor momento para olhar para as tendências de Inteligência Artificial que realmente vão moldar 2026.
A palavra-chave aqui é maturidade. Depois de três anos de euforia, testes, provas de conceito e pilotos isolados, a IA deixou de ser promessa futurista para se tornar agenda estratégica. Como aponta André Amorim, Chief Sales Officer da Valcann para a América Latina, 2026 não será sobre inovação pela inovação, mas sobre gerenciar IA em escala.
Continue a leitura e entenda.
Se entre 2022 e 2025 a pergunta era “o que a IA pode fazer?”, agora a pergunta mudou para: como integrar IA de forma estruturada e eficiente em todos os processos?
Assim como ocorreu com a computação em nuvem, a IA está se tornando infraestrutura básica. Interfaces conversacionais passam a ser padrão. Sistemas que não operam com linguagem natural começam a parecer ultrapassados.
O impacto é direto:
Segundo projeções recentes da Gartner, os investimentos globais em IA devem ultrapassar centenas de bilhões de dólares até 2026, com foco em integração e escala, não apenas em inovação pontual.
Quanto mais agentes autônomos operando, maior o risco.
Privacidade de dados, compliance regulatório, segurança da informação e rastreabilidade algorítmica entram definitivamente na pauta do C-level. Não por escolha, por necessidade.
É aqui que surge com força a figura do Chief AI Officer (CAIO), responsável por alinhar tecnologia, estratégia e governança.
A IA em 2026 será menos sobre “qual modelo usar” e mais sobre:
Empresas que negligenciarem governança podem até inovar rápido, mas dificilmente sustentarão crescimento.
A chamada IA agêntica evolui.
Não estamos mais falando de bots isolados que executam tarefas simples. Estamos falando de times de agentes colaborando entre si para gerenciar processos completos, como order-to-cash, atendimento omnichannel ou cadeias logísticas.
Isso muda a estrutura organizacional.
Departamentos passam a funcionar como centros de excelência que supervisionam e treinam agentes digitais. O papel humano deixa de ser operacional e se torna estratégico.
A discussão deixa de ser automação de tarefas. Passa a ser automação de processos inteiros.
A promessa da personalização 1:1 finalmente se aproxima da realidade.
Com modelos mais avançados e maior capacidade de processamento em tempo real, empresas conseguem analisar comportamento individual, histórico de consumo e contexto para gerar experiências únicas.
Na prática, isso significa:
Empresas que dominarem essa capacidade tendem a aumentar LTV, retenção e lealdade, métricas cada vez mais estratégicas.
A convergência entre IA, robótica e IoT acelera.
Movimentos estratégicos recentes mostram isso com clareza. A OpenAI adquiriu a startup de hardware io Products, Inc., cofundada por Jony Ive, sinalizando avanço na integração entre IA e dispositivos físicos.
Enquanto isso, Elon Musk intensifica investimentos em robótica e automação.
Indústrias como manufatura, logística, agro e saúde já vivem essa transformação:
A IA deixa de ser software. Passa a ser parte do ambiente físico.
IA sem dados confiáveis não escala.
Empresas que avançam mais rápido são aquelas que já resolveram integração, qualidade e governança de dados. A discussão sobre data lakes e data meshes evolui para arquiteturas preparadas para IA generativa e agentes autônomos.
Em 2026, quem ainda estiver organizando planilhas provavelmente ficará para trás.
A automação de processos inteiros não elimina pessoas, mas transforma funções.
Líderes precisam responder perguntas difíceis:
A vantagem competitiva não estará apenas na tecnologia, mas na capacidade de adaptação organizacional.
Com regulamentações avançando na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, responsabilidade algorítmica deixa de ser discurso institucional.
Empresas que investem em transparência, explicabilidade e uso ético ganham:
Depois do Carnaval, o ano começa — mas começa com responsabilidade.
Se 2022 a 2025 foi a era da curiosidade, 2026 consolida a era da responsabilidade industrial da IA.
A transformação não será apenas tecnológica. Será estratégica e humana.
A pergunta não é mais se sua empresa terá IA.
A pergunta é: ela estará preparada para governar, escalar e liderar essa nova infraestrutura?
Porque, como no Carnaval, quem entra no ritmo atrasado passa o resto do ano tentando acompanhar o bloco.
E fique por dentro de todas as novidades da EPI-USE Brasil.
Legal!
Você assinou a nossa Newsletter!
A partir de agora você receberá nossas novidades diretamente no seu e-mail!
Para isso, é importante que você adicione o e-mail marketing@epiuse.com.br na lista de remetentes confiáveis,
para evitar que nossas mensagens fiquem presas na caixa de spam!
Um abraço,
Equipe EPI-USE Brasil
Opps!
Um erro ocorreu!
Sentimos muito por isso! Tente novamente mais tarde!
Um abraço,
Equipe EPI-USE Brasil