Estudo mostra alta nos investimentos em IA e alerta para riscos de adoção sem governança, escala e base técnica.
Publicado em 09/04/2026 18h32
4 minutos para leitura
Os números mais recentes sobre investimentos em IA mostram um cenário paradoxal: nunca se investiu tanto, mas nunca houve tanta preocupação com a capacidade de sustentar esse avanço.
De acordo com o CIO Report global da Logicalis, 94% dos CIOs aumentaram seus investimentos em inteligência artificial no último ano. Ao mesmo tempo, mais da metade desses líderes acredita que a adoção está acontecendo rápido demais.
Esse contraste revela um ponto crítico: a corrida pela IA já começou, mas muitas empresas ainda não construíram a pista.
O aumento nos investimentos em IA não ocorre por hype apenas. Há evidências concretas de valor.
Casos de uso como análise preditiva, automação inteligente e melhoria da experiência do cliente já estão entregando resultados. Mais de um terço das organizações, inclusive, acelerou suas iniciativas após provas de conceito bem-sucedidas.
O problema começa quando o sucesso inicial cria uma falsa sensação de prontidão.
Na prática, 89% das empresas admitem estar operando no modelo “aprender enquanto fazem”. Isso significa que, embora os ganhos existam, eles ainda estão apoiados em bases frágeis e pouco escaláveis.
Se o investimento cresce, por que a confiança não acompanha?
A resposta está em três lacunas principais:
Quase 90% das organizações apontam a escassez de talentos como o principal limitador da IA. Não é uma questão de orçamento, é de capacidade real de execução.
Embora muitas empresas já tenham algum tipo de controle, 62% dos CIOs admitem ter flexibilizado práticas de governança por falta de conhecimento. Além disso, menos da metade afirma compreender plenamente os riscos envolvidos.
Esse é um dado especialmente sensível quando 76% ainda veem o uso não controlado de IA como uma ameaça relevante.
Dois terços dos CIOs não acreditam que conseguirão escalar a IA além dos projetos iniciais. Isso evidencia um desalinhamento clássico entre ambição estratégica e maturidade tecnológica.
Outro dado chama atenção: 67% dos CIOs demonstram preocupação com uma possível “bolha de IA”.
Não se trata de questionar o potencial da tecnologia, mas sim o ritmo e a forma como ela está sendo adotada.
Entre os sinais de alerta:
Esse cenário reforça que o risco não é a IA em si, mas a adoção desordenada.
Existe ainda uma dimensão pouco explorada: o impacto ambiental.
À medida que os workloads de IA crescem, o consumo energético acompanha. Mesmo assim, apenas 39% dos CIOs confiam na gestão desse impacto, e 41% afirmam priorizar eficiência energética.
Ou seja, a agenda de investimentos em IA também precisa incorporar métricas de sustentabilidade, algo que ainda está longe de ser realidade para a maioria.
Diante desse cenário, a pergunta não é mais “se” investir em IA, mas “como” fazer isso de forma sustentável.
Alguns pilares se tornam essenciais:
Projetos de IA não podem crescer sobre bases improvisadas. Governança, arquitetura e segurança precisam vir antes da expansão.
Ferramentas sem pessoas preparadas geram dependência e baixo retorno. Desenvolver habilidades internas é tão crítico quanto escolher a plataforma certa.
Frameworks claros de uso, risco e compliance evitam retrabalho e reduzem exposição.
Não por acaso, 94% dos CIOs planejam recorrer a provedores de serviços gerenciados (MSPs). A complexidade da IA exige colaboração e especialização.
Mais do que experimentar, é preciso priorizar casos com impacto real no negócio e mensurar isso continuamente.
O estudo deixa claro que o papel do CIO está mudando.
Se antes a função estava ligada à gestão direta da tecnologia, agora ela evolui para um modelo de orquestração, conectando parceiros, plataformas, dados e estratégias.
Isso exige uma visão mais ampla, que equilibre inovação com responsabilidade, velocidade com controle e ambição com viabilidade.
Os dados mostram que o mercado já entendeu o potencial da IA. O desafio, agora, é transformar entusiasmo em execução estruturada.
Esse é exatamente o tipo de discussão que precisa ganhar espaço entre lideranças de tecnologia.
Eventos como o CIO Meeting surgem como fóruns estratégicos para esse amadurecimento, reunindo CIOs que estão enfrentando, na prática, o desafio de transformar investimentos em IA em vantagem competitiva sustentável.
Porque, no fim, a diferença não estará em quem investe mais.
Mas em quem constrói melhor.
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