A ferramenta existe, o preparo não
Ferramentas de IA estão disponíveis para praticamente qualquer área de negócio. Vendas, marketing, finanças, RH, operações, tudo tem uma solução de IA prometendo ganhos de eficiência. O problema é que na maioria das empresas, as equipes não estão preparadas para usar essas ferramentas de forma eficaz.
Não se trata de saber apertar botões. Se trata de saber fazer as perguntas certas, interpretar os resultados, identificar limitações e integrar a IA ao fluxo de trabalho existente sem criar mais problemas do que resolve.
O gap de habilidades em IA
Pesquisas mostram que a maioria dos profissionais que usa ferramentas de IA no trabalho o faz de forma superficial. Pedem resumos ao ChatGPT, geram textos genéricos, fazem perguntas simples. Poucos sabem como estruturar prompts complexos, como validar outputs de IA, como identificar vieses nos resultados ou como combinar IA com dados internos da empresa.
Esse gap de habilidades resulta em dois problemas. Primeiro, subutilização: ferramentas caras sendo usadas para tarefas triviais. Segundo, uso inadequado: decisões de negócio baseadas em outputs de IA que não foram validados ou contextualizados.
Preparar a equipe antes de adotar a ferramenta
A ordem correta de adoção de IA é: primeiro preparar as pessoas, depois implementar a ferramenta. Isso envolve alfabetização em IA (o que IA pode e não pode fazer, quais são suas limitações), treinamento em uso responsável (quais dados podem ser inseridos, como validar resultados), e capacitação específica para a ferramenta que será adotada.
Para ferramentas de IA embarcadas no ecossistema SAP, como o Joule, o treinamento é facilitado pela familiaridade dos usuários com o ambiente. Mas ainda assim é necessário que as equipes entendam as capacidades e limitações do assistente.
IA como habilidade organizacional
Empresas que tratam IA como uma habilidade organizacional (não como responsabilidade exclusiva da TI) estão em vantagem. Isso significa incluir letramento em IA nos programas de desenvolvimento de todos os colaboradores, criar guidelines claros de uso e investir em formação contínua à medida que as ferramentas evoluem.
A pergunta não é "sua empresa usa IA?". A pergunta certa é "sua equipe está preparada para usar IA de forma que gere valor real para o negócio?"