O "S" que muitas empresas ignoram

Quando se fala em ESG, a maioria das discussões corporativas se concentra no "E" (ambiental) e no "G" (governança). O "S" (social) costuma ficar em segundo plano, tratado com ações pontuais de responsabilidade social ou doações esporádicas. Mas o pilar social do ESG vai muito além de filantropia.

O que o Social do ESG abrange

O componente social do ESG cobre temas que afetam diretamente a operação e a reputação da empresa: condições de trabalho e segurança dos colaboradores, diversidade e inclusão nas equipes e lideranças, impacto nas comunidades onde a empresa opera, direitos humanos na cadeia de fornecedores, saúde e bem-estar dos colaboradores, e políticas de remuneração justa.

Cada um desses temas pode se tornar um risco ou uma oportunidade, dependendo de como a empresa os gerencia. Uma denúncia de condições precárias de trabalho pode destruir a reputação em dias. Uma política sólida de diversidade pode atrair os melhores talentos do mercado.

Medindo o impacto social

Um dos desafios do "S" é que o impacto social é mais difícil de medir do que emissões de carbono ou indicadores de governança. Mas não é impossível. Indicadores como turnover voluntário, índice de engajamento, representatividade em cargos de liderança, gap salarial por gênero, investimento em comunidades e condições da cadeia de fornecedores podem ser monitorados e reportados de forma consistente.

Plataformas como o SAP SuccessFactors People Analytics permitem acompanhar muitos desses indicadores de forma automatizada, com dashboards que mostram a evolução ao longo do tempo e comparações com benchmarks de mercado.

O modelo EPI-USE

A EPI-USE pratica o "S" do ESG de forma estrutural, não cosmética. Como parte do grupo groupelephant.com, uma parcela dos resultados da empresa é destinada a projetos sociais que impactam comunidades na África e na América Latina. Não são doações ocasionais: são investimentos contínuos em educação, saúde e desenvolvimento comunitário, integrados ao modelo de negócio da empresa.

Esse modelo demonstra que o pilar social do ESG pode ser mais do que compliance ou marketing. Pode ser parte da identidade e do propósito da organização.

O impacto começa dentro de casa

Antes de olhar para fora, vale olhar para dentro. Como a sua empresa trata seus colaboradores? Quais oportunidades oferece? Como lida com diversidade? Qual o impacto nas comunidades onde opera? As respostas a essas perguntas definem o real compromisso social da organização.