Um olhar sobre talento, envelhecimento da força de trabalho e desenvolvimento de profissionais 60+.
Publicado em 04/03/2026 16h40
2 minutos para leitura
O Agente Secreto chegou às principais premiações internacionais como um dos filmes brasileiros mais comentados da temporada e chamou atenção não apenas pela direção de Kleber Mendonça Filho, mas por uma história que ultrapassa a tela: a descoberta de um talento aos quase 80 anos.
Em meio ao reconhecimento global do longa, uma pergunta ganhou força: existe idade certa para revelar potencial?
A resposta veio de forma inesperada.
Antes de integrar o elenco de O Agente Secreto, Tânia Maria construiu sua vida como costureira e artesã. Sustentou a família com o próprio trabalho e nunca havia assistido a um filme no cinema.
Foi apenas aos 72 anos que participou como figurante de Bacurau. O carisma chamou a atenção do diretor. Anos depois, ela foi escalada para interpretar Dona Sebastiana no novo longa, papel que se tornou um dos destaques do elenco na temporada de premiações.
Hoje, aos quase 80, Tânia circula por festivais internacionais enquanto o filme concorre em quatro categorias no Oscar.
Mas a parte mais interessante dessa história não está apenas no cinema. Está na reinvenção.
Ela estudou roteiro, adaptou-se à rotina intensa de gravações, enfrentou a exposição pública e decidiu parar de fumar após mais de 60 anos, motivada pela possibilidade de viajar para as premiações internacionais.
Não foi sorte. Foi disposição.
Enquanto O Agente Secreto ganha visibilidade global, o mercado de trabalho enfrenta um desafio silencioso: como lidar com uma força de trabalho cada vez mais longeva?
O Brasil envelhece rapidamente. A população acima dos 60 anos cresce de forma consistente, e isso transforma a maturidade em pauta estratégica, não apenas social.
Ainda assim, muitas empresas continuam associando inovação à juventude e estabilidade à experiência.
Só que maturidade entrega algo que o tempo acelera:
A história de Tânia Maria expõe uma questão crucial: quantos talentos permanecem invisíveis dentro das organizações simplesmente porque ninguém olhou além do cargo atual?
No set de filmagem, foi o olhar atento de um diretor que revelou uma atriz.
Nas empresas, depender apenas da percepção individual não é suficiente. É preciso estrutura.
Soluções como o SAP SuccessFactors permitem mapear competências reais, identificar potenciais internos e criar trilhas de desenvolvimento baseadas em habilidades, não apenas em histórico profissional ou tempo de casa.
Com uma gestão estratégica de talentos, é possível:
Em um cenário de escassez de talentos qualificados, descobrir melhor pode ser mais estratégico do que contratar mais.
O Agente Secreto fala sobre camadas, segredos e revelações. Fora da ficção, a maior revelação talvez seja esta: talento não tem prazo de validade.
O novo não pertence apenas aos jovens. Pertence a quem encontra oportunidade e a quem decide aproveitá-la.
Para as empresas, fica a provocação:
Estamos realmente identificando o potencial das pessoas ou apenas administrando funções?
Talvez o maior “agente secreto” dentro das organizações seja aquele talento experiente, silencioso e ainda não descoberto.
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